“Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este. Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte.” (1 João 5:16-17)
A oração intercessora, ou seja, em favor de outra pessoa (viva é claro) pode ter dois grandes obstáculos: primeiro a soberana vontade de Deus, ou seja, se Deus não estiver de acordo Ele não responderá; outro obstáculo é o próprio coração humano, capaz de resistir à mudança que pode trazer cura, vida, restauração e reconciliação diante de Deus e dos homens.
João recomenda que se interceda por irmãos que estão em pecado e que a intercessão pode lhe reconduzir à vida, vida que nem sempre quer dizer "eterna", mas trata-se da qualidade de vida que reflete a eternidade, com valores e práticas que não são suicidas ou que levam à morte. Nossa oração pelos irmãos em pecado mais a ação confrontadora e restauradora podem levar o irmão ao arrependimento e restituir-lhe a vida plena, inclusive livrando-o das armadilhas da morte (Gálatas 6:1-3).
No entanto, como Deus não força ninguém a crer, tampouco tira a prerrogativa humana de negá-Lo, temos casos em que pessoas deliberadamente desobedecem a Deus e decidem abandonar o seu Corpo, sua Igreja, seus caminhos para trilharem os caminhos de morte. Neste caso, temos a classificação: Pecado para morte, mais que um ato, uma atitude ou uma postura deliberada de contínua rebeldia e negação da pessoa de Cristo. Isto feito, nega-se a fonte da restauração, do perdão e da reconciliação, redundando em caminho de morte. Neste caso, João não proíbe a oração, mas recomenda que não se interceda por pessoas que persistem em desobedecer e escolher um caminho de morte. Talvez caiba a cada um de nós a recomendação do apóstolo Paulo (Gálatas 6:1) "Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado."
Orai sem cessar e com a consciência de que o Senhor é quem responde soberanamente as nossas orações, como também cabe ao homem tomar posse pela fé daquilo que Deus tem proposto para cada um. Ore, creia e receba!
Texto retirado da série Cristão Autêntico da Igreja Batista Central de Fortaleza

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